RECIFE - Apostar nas empresas de tecnologia de informação (TI) tem sido a nova onda em Pernambuco. Com o projeto Olinda Digital, o Município de Olinda (PE), na região metropolitana de Recife, criou um polo tecnológico para exportar tecnologia e atrair investimentos, com a diferença de buscar também inclusão social, fomentando o desenvolvimento da região.
A incubação de empresas de capacidade produtiva e criatividade atestadas é um dos pilares do projeto, que mira prestadoras de serviços ou produtoras de software e outros produtos tecnológicos com foco mundial.
Só com as boas intenções, o projeto poderia não chegar à maturidade. Pensando nisso, o Comitê Municipal de Análise e Acompanhamento da Execução de Incentivos Fiscais e Econômicos (Caaife) oferece concessão de incentivos fiscais e econômicos àquelas que se estabeleçam na cidade.
Dentre os incentivos está a redução da base de cálculo, em até 60%, do Imposto Sobre Serviços (ISS) e a isenção da taxa de licença de vigilância sanitária por dois anos.
Além dos incentivos, as empresas aprovadas não precisam pagar taxas mensais pelo aluguel de salas fixas ou por outros custos de infraestrutura. O secretário de Turismo Desenvolvimento Econômico e Tecnologia de Olinda, Maurício Galvão, disse ao DCI que considera o projeto Olinda Digital um aliado do desenvolvimento local.
"Para a constituição de condomínios empresariais e empresas de tecnologia da informação e comunicação (TIC), estabelecidas individualmente há isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), pelo prazo de até 15 anos", destaca.
A lei municipal garante isenção à construção ou a acréscimos realizados no imóvel onde esteja instalada a empresa ou condomínio empresarial, inclusive sobre imóveis alugados, desde que no contrato de locação esteja previsto o recolhimento do referido imposto como ônus do locatário.
Inclusão digital
Uma das âncoras do projeto é o Microsoft Innovation Center Pernambuco, que executa o programa Students To Business (S2B). O programa apoia a capacitação gratuita de estudantes do ensino médio e superior interessados na carreira em tecnologia da informação (TI).
Além disso, segundo Izabel Grizzi, coordenadora do Olinda Digital, o polo tecnológico participa do Programa Microsoft SOL, que na prática é um incentivo às chamadas start-ups (empresas constituídas há menos de três anos).
No programa da Microsoft há ainda capacitação de gestão de negócios de 30 start-ups inscritos em Pernambuco.
Os números do S2B são expressivos. Atualmente, registram nove instituições de ensino superior conveniadas, 20 mil inscritos, 450 concluintes e mais de 50% absorvidos pelo mercado imediatamente.
Fonte: DCI